
29 anos.
Mãe bem-descasada.
Com uma linda filha de 7 anos.
Analista de Testes.
Temperamental.
Divertida.
Sarcástica.
Irritante.
Constantemente Irritada,
Porém sempre bem-humorada,
Pelo menos com quem não mora na minha casa... ;)
Em dietas que nunca se cumprem.
Nem gorda, mas também looonge de ser magra...
Verdade seja dita: acima do peso!
E aí?
Qual a sua impressão?
![]()
Mary Cassat Mãe e filho, 1900 |
Sonha, criança, Com um vôo sem asas Com o colo da pessoa amada Sonha com o cheiro do alecrim Na voz suave materna No cheiro doce da infância E diz pro meu amor Que a flor nasceu sem ser semeada Mas pereceu sem ser afagada |
Inacreditável como esta afirmação não muda há gerações: "os jovens de hj,ñ são os mesmos de antigamente"... Nossa! Minha avó falava isso, minha mãe falava isso e hoje em dia os meus amigos falam a mesma coisa... Muda apenas a maneira grotesca com a qual o nosso português é escrito, porém jovens sempre foram e serão jovens! As atitudes diferem apenas pelas circunstâncias que os cercam...
Acho admirável a coragem com a qual alguns jovens lutaram no passado pela nossa democracia atual e o que conseguiram para nós. Mas ao mesmo tempo vejo estes mesmos jovens (que obviamente envelheceram) lutando hoje pelo seu próprio Eu. Usando a mídia e articulando aliados para conseguirem apenas o tal dinheiro que foi dito, a poucos posts atrás, ser o único objeto de desejo do jovem atual. Lembro vivamente de uma das ultimas manifestações políticas de impacto realizada por jovens da minha geração: o impeachment do Fernando Collor. Cada vez que a mídia fala disso, é apresentado muito orgulho por aquela geração. Orgulho... Sabe o que eu lembro? Lembro de todos da minha escola saindo em marcha para o centro do Rio. Quando eu perguntava qual era o propósito, pois eu realmente não estava a par da situação do país, meus amigos me respondiam: "E daí? Vamos zoar tudo e matar aula! A TV vai estar lá!".
Isso é ser político e ter ideais? Destes que foram às ruas, quantos vocês realmente acham que estavam cientes do que faziam?!?
Lógico que não se comparam às manifestações e opressões sofridas na época da ditadura. Mas mesmo assim me pergunto: Pessoas como Fernando Henrique Cardoso e o próprio Lula sofreram tanto para chegarem onde estão... Passaram juntos por uma das épocas mais "medievais" vividas neste país... Por que estes idealistas, depois de tudo que passaram e conquistaram, acabaram por se curvar à ganância, entregando o futuro da sociedade que eles tanto defenderam durante toda juventude à marginais de colarinhos brancos e sessões de pizza no congresso?
Alguma coisa está muito errada, sim. Mas não é com o jovem. O jovem é apenas um reflexo de todos nós!
Os mais velhos deveriam parar de blasfemar contra sua própria essência e impor limites e educação para que seus filhos aprendam a respeitar a liberdade do próximo. Não é preciso desejar que eventos como do passado ressurjam para ensinarmos valores aos mais novos. O mundo em que vivemos precisa conquistar valores menos evidentes que compõem a liberdade: respeito, compaixão, ambição (sim, quem não tem uma ambição para a vida, não tem metas), direitos, deveres, entre outros... E se teu filho, irmão, sobrinho, vizinho ou o quer que seja não tem estes valores, sinto muito, embora o livre arbítrio deste individuo tenha falhado, muito mais falha ainda foi a educação que este jovem teve. Educação, esta que deveria ter sido dada por aqueles antigos jovens cheios de ideais que se esqueceram de que o futuro da humanidade seria composto por seus filhos!
O mundo é responsabilidade de todos e todo e qualquer ato que realizamos influencia de maneira significativa para sua melhora ou piora. Minimizar suas ações e responsabilidades não contribui em nada para um mundo melhor. Olhar para o seu filho, dizer que o ama e negar dinheiro para ele ir àquela balada chocante pode ser uma boa motivação para ele estudar e conquistar seu próprio ideal.
Texto enviado para o fórum de mesmo título deste post, pertencente a uma comunidade muito interessante entitulada "O que está havendo com o mundo".
João descia as escadas. Seus pensamentos se perdiam num mundo tão distante que ele mesmo não se sentia presente. Seu estado mental era tão vegetativo que ele conseguia ver as coisas passarem em câmera lenta. Sua amiga falava... O quê, ele não sabia. Mas era divertido perceber a situação. Como num filme colocado para rodar duas vezes mais devagar, ele se divertia em perceber o movimento lento com a qual sua amiga movia os lábios, gesticulava, tagarelava. Mais divertido ainda era não ter que necessariamente ouvir tanta lamentação. O papo dela era sempre tão chato que João preferia brincar de não estar ali. Um jogo que ele aprendeu ser capaz de jogar quando na companhia de alguém querido, porém tedioso. Ou quando o nível de irritação está acima do suportável. É como se uma outra dimensão abrisse por trás de seus olhos. Nestas horas ele é capaz apenas de reproduzir algumas poucas frases prontas, ou repetir as últimas palavras da pessoa, para dar a impressão de que ele a ouve. Ou, ainda, de emitir alguns poucos ruídos que soam como um "aham", ou "sei", ou "huhum". Enfim, a graça é se fazer presente estando totalmente ausente.
---
Dizem os médicos que um dos sintomas de distúrbios é quando a pessoa se imagina como um personagem de um filme ou conto. Ao que parece isso é um tipo de fuga da realidade. Mas o que dizer desta fuga se muitas das vezes ela te ajuda a enfrentar situações que você realmente gostaria fugir?
---
João adota a tática de repetição das frases alheias para se fazer "presente". Com isso a brincadeira toma uma dimensão maior. Seu deleite agora está em obter informações. Não necessariamente armazená-las. Mas conseguir ter ciência sobre as palavras ditas por sua amiga, enquanto percebe situações adversas. O desafio agora está em perceber sua volta, sem que sua dispersão seja percebida. Curtir as cenas que se reproduzem lentamente enquanto outras parecem congelar. Como uma usucapião das altas tecnologias de Hollywood, quando o mocinho consegue dominar o tempo das coisas. É impressionante a quantidade de informação processada pelo que se vê e pensa numa fração de horas em que se está neste estágio. É suficiente para, no mínimo, escrever um irreverente romance ou uma atípica ficção.
---
No fim de tudo, a pergunta que fica é: O que é, realmente, a realidade?
"We want more than a mere photograph of nature. We do not want to paint pretty pictures to be hung on drawing-room walls. We want to create, or at least lay the foundations of, an art that gives something to humanity. An art that arrests and engages. An art created of one's innermost heart." (E.M.)
Morning, 1884
Edvard Munch
Oil on canvas
96.5 x 103.5 cm
É... Quando um encanto se quebra não há rejunte que o restaure. Como uma lâmpada que se espatifa no chão: você pode colocar outra no lugar, mas nunca refazer a antiga.
---
Depois de um chope com os amigos, João de Deus chega em casa e encontra a porta aberta. Entra pela sala escura e tranca, pensando se, com isso, estará trancando alguém do lado de fora. Ouve um burburinho no quarto e vai verificar se deveria mesmo manter a porta trancada. Ao conferir que todos estão dentro de casa, liga seu computador e vai tomar um banho. Terminado o banho, se dirige à cozinha. Saca da despensa uma lata de atum e uma lata de leite em pó. Abre a primeira e come metade de seu conteúdo. Depois, abre a segunda, enche um copo pequeno com leite em pó e volta ao seu quarto para comer, enquanto verifica as novidades no computador.
---
Foi-se o tempo em que esperávamos que tudo ocorresse conforme um doce filme de romance. Hoje a revolta é por não poder culpar ninguém pelos sonhos quebrados. Desilusão, decepção, mágoa só acontecem por expectativas infundadas. Não há quem culpar além de você mesmo. Culpar alguém por uma expectativa que você criou é algo profundamente injusto. Não criar expectativas é algo completamente irreal. Saber diferenciar pessoas de ações, de situações, de atitudes, é algo nobre que não se adquire nem com o tempo, nem com a maturidade.
---
Por duas vezes João de Deus passou do ponto. Adormecido, em seu longo caminho de retorno, por duas vezes ele saltou um ponto mais distante num mesmo dia. Quase numa mesma hora. Morar longe tem suas vantagens. E desvantagens. Porque razão ele adormeceu tão profundamente, ele acha curioso: Seus curtos sonhos (ou talvez devaneios) se misturavam tão bem com sua realidade atual que não havia como não esquecer de onde estava, de como chegara ali, de que, na verdade, adormecera. Seu semblante, cansado, justificava qualquer ato falho. Seus olhos, embriagados. De sono. De vinho. De desilusões. De razões.
---
Nada como o tempo para curar. Nada como o tempo para sanar. Nada como o tempo para separar. Nada como o tempo para remediar. Nada como o tempo para precaver. Nada como tempo para reatar. Nada como o tempo.
---
Boa noite, João.
Enquanto João de Deus não vem...
SPC = Solução Para Consumistas. Sabia não? Pois é... Eu tb não! Mas enquanto João de Deus não vem com meu bilhete premiado, a gente apela ao SPC para postergar algumas contas e, mais do que tudo, travar todos os créditos.
A história toda começa assim: você ganha um cartão de crédito, com conta bancária vinculada a um grosso talão de cheques e um limite de negativo antes mesmo de se formar. - Na verdade, logo ao entrar na faculdade. - Aí você pensa: "Por que deixar pra comprar no final do mês se posso colocar no cartão, juntar o dindin da passagem e pagar depois?". Então faz as contas e vê que dá pra pagar. Aí você passa por outra loja e descobre que pode parcelar sem juros. Você logo pensa: "Por que não comprar agora tudo que preciso se posso pagar depois em suaves prestações?" E mete mais uns não-sei-quantos Reais na sacola em forma de coisas que você queria, mas não precisava. Meses depois, a conta chega, mas o estágio, não. Você então pensa: "Mínimo existe pra isso!" E vai levando. Caminhando e cantando, e seguindo a canção... Até que você larga a faculdade e arruma um emprego. Agora sim! Você se vê livre de todo martírio. Seu tormento está por findar! Espera só o primeiro pagamento chegar! Na metade do mês, decide que precisa de roupas para se apresentar profissionalmente. "Oras" - Você pensa - "Terei dinheiro para pagar ao longo dos meses... E, afinal, é um investimento e não uma despesa!" Meia hora dentro de um shopping e começa a ver um monte de coisas que "precisa". É... Não será mais no primeiro mês que liquidará sua dívida. E assim vai. Caminhando e cantando, e seguindo a canção... Num acesso de desespero aonde o mínimo do cartão já é quase o seu salário (afinal, depois de anos como cliente, o generoso banco já colocou seu limite ao dobro do que recebe), descobre uma financeira ali do lado que empresta sem juros nem burocracia. "É a solução! Não tenho outra saída!" Eis que, depois de adquirido o empréstimo, você para e pensa: "Que cagada! Vou pagar o dobro do q peguei!" Mas enfim... É a vida e você não tinha outra solução! E vai levando. Caminhando e cantando, e seguindo a canção... Como a canção é mais longa que samba-enredo em dia de desfile (aquela meleca que repete trocentas vezes até você bater com a cabeça na parede), vamos resumir a história: Um belo dia você repara que seu cartão deu cria! Fez família e prole mais rápido que você mesma! Sua carteira nem fecha mais de tanto cartão. Tudo estourado! Vai naquela de "fazer um pra pagar o outro". Até que você para e pensa que o temido SPC pode ser na verdade uma caderneta de poupança para os afogados. Digamos que ele sirva como uma espécie de laqueadura... Será? Se até ano que vem eu não tiver cortado os pulsos, eu conto a vocês! ;)
Rapidinhas
Isso aqui tem andado muito parado, neh? Vamos tentar agitar... Estou com umas idéias novas e divertidas. Talvez até abra um novo blog para reservar a brincadeira num lugar próprio para ela. O problema é a falta de tempo... Trabalho anda super a mil, Graças ao Papai do Céu, não deixando tempo pra pensar demais em nada: problemas, computador, blog...
Por falar em trabalho, e atendendo a pedidos, já aviso que estou sem telefone celular. Desculpem as expressões nada próprias para o ambiente, porém um filho da - Piii-, desgraçado, sem pai nem mãe, cínico, cretino, babaca e quantas qualidades de baixo escalão possamos pensar (as mais adequadas não podem ser expressas claramente aqui) roubou o meu aparelho novinho. Não gente. Não fui vítima da tão falada violência do Rio! Este filho de uma vaca perneta, das tetas secas e por aí vai, é um dos meus colegas de trabalho. Quem? Quando vc descobrir, avisa! Como assim? Roubaram o meu amado aparelho em cima da minha mesa num belo dia em que o esqueci ali, desamparado, e fui almoçar. Sim, eu tentei ligar pra ele. Sim, eu procurei em todos os lugares. Sim, eu tenho certeza que ele estava lá, pois o próprio dono da empresa mexeu no aparelho 5 minutos antes do meu regresso. Sim, respondi a todas estas perguntas e mais um monte umas quinhentas vezes! O filha da pu.. (opsss... foi mal mas a vontade é de gritar o palavrão completo vááárias vezes), mas o filho da pu.. (ops de novo), o filho de uma égua manca, cega dos três olhos (exatamente: dos 3!), pegou meu cel na cara dura uns 5 minutos antes d'eu retornar do almoço. Pior que o aparelho custava uma nota e só pude comprá-lo pq aproveitei uma promoção ou erro da claro que o vendeu por 5% do valor de loja... Enfim. Algo que provavelmente não terei mais tão cedo. Mas deixa só. O desembestado vai ter um piriri tão grande que até o terceiro olho da tal égua cega vai voltar a enxergar! Deixa só...
Humor negro a parte, claro e evidente que mais do que tristeza, estou magoada pela falta de consideração e por saber que é alguém muuuuito próximo. Alguém que não respeita, nem considera... Enfim, coisas da vida!
Mas vamos agitar este lugar, pois, como disse um novo amigo meu, isso aqui anda com um clima mais pesado que compra de pobre depois que ganha uma fezinha no jogo do bicho. Vou ver se posto neste fim de semana a história do João de Deus e seus feitos... rs
Beijocas
Ah! A todos amigos, obrigada pelo apoio e carinho! As coisas andam bem mais calmas por enquanto...
Lou, ainda quero news da viagem! (...) Marcelo e Macedo, sempre super fofos, amo vocês! Obrigada pela visita e pelo super recadinho! Temos que marcar aquele chope, neh?
Tudo na Paz
A quem acompanha todo o processo no qual eu e meus irmãos temos passado nas últimas semanas, informo que, embora meu pai tenha abandonado o tratamento na clínica 15 dias antes do prazo mínimo recomendado pelos médicos, ainda assim estamos em paz até o presente momento.
Por enquanto ele persiste na luta continuando com um tratamento paralelo. Não sei se está frequentando o AA, pois até aonde eu sei as reuniões são diárias, no entanto, ele foi numa festa do AA no sábado. Como ele está se sentindo vigiado pela família estamos tentando dar um voto de "confiança", mostrando força e afeição por ele enquanto sóbrio.
E assim vamos seguindo:
Um dia de cada vez...
... como se fosse o último!
Qual o seu sentimento?
Ouvi esta pergunta inúmeras vezes hoje: Qual o seu sentimento?
Respondi a esta pergunta mais vezes do que deveria hoje: Qual o seu sentimento?
Senti mais coisas do que deveria hoje... Mas e o SEU sentimento?
Quer saber meu sentimento em relação a tudo isso?
Sinto raiva por ter que passar por isso.
Sinto cansaço por parecer mais uma reprise de filme Sessão da Tarde.
Sinto nojo por falar dele como se fosse o grande amor perdido da minha vida.
Sinto-me idiota por passar por um processo que não tenho total fé.
Porém não sinto mais ódio.
Sinto medo!
Medo de descobrir que o monstro não surge
É
Medo de descobrir que a vodka não era a vilã, como costumávamos pensar
De ser ele esta macabra criatura
Por si só
Medo de confiar mais uma inocência à sua sanidade
E perder mais uma alma
Medo de...
Raiva
Revolta
Medo!
Dragão engolidor de vodka enjaulado
Informo a quem acompanha o drama que o dragão engolidor de vodka foi enjaulado! Depois de cenas lamentáveis, ele resolveu pedir ajuda e foi internado numa clínica aonde deverá hibernar por 30 dias. Eu também terei que entrar em tratamento junto com toda a família a fim de tornarmos o ambiente propício para sua recuperação. A esperança dos cavaleiros de branco é que possamos voltar a chamá-lo pelo título mais honroso ao qual um dia tive orgulho em chamá-lo. Enquanto isso, aproveito os 30 dias para tentar colocar a minha mente em paz, as magoas de lado, o ódio refreado. Enfim, reparar os danos que estes 16 anos vivendo nesta agonia causaram. Quem sabe controlando este dragão a face mais perigosa do mostro também fique domesticada e minha filha possa correr livremente pelas salas alegres desta casa sem que tenhamos que montar guarda. Realmente estou cansada desta luta. Se não for agora, não sei quando e como será... Quero poder baixar minhas armas, mas a pergunta que reina agora é: será que eu conseguirei voltar a movimentar meus braços naturalmente sem o peso da espada?
Sem paciência
Tanta coisa pra fazer, resolver,
Falta paciência pra escrever
Tanta coisa pra me irritar, desiludir
Falta paciência pra viver
Tanto aborrecimento repetido, desmedido
Falta paciência pra esperar passar
Tanta decepção pra encarar de frente, embreagada, alterada
Falta paciência para lutar
...paciência pra escrever...
...paciência pra viver...
...paciência pra esperar passar...
...paciência para lutar...
É a falta dada pelo excesso!
Balé Secreto
Avermelhada a chama que flameja por todo o santuário.
Branco o tecido que balança ao vento enquanto dança ao som do vento e pensamento
Cachos realçados, bem formados caem pela face, limpa de qualquer expressão
Velas por todo o caminho parecem esquentar os tornozelos com um calor reconfortante, anestesiando o tato, amaciando os sentidos.
Na frente, lençóis em seda branca
Por cima, caem sobre o leito acolhedor tranças feitas em fitas de mesma cor e tecido
A visão estremece pela energia que emana o lugar
Anjos sobem e descem por entre as tranças movimentando as asas com uma suavidade provocante
Por entre os lençóis, fitas e travesseiros, a imagem de tudo que se quer alcançar
Da Paz, do Eu, do Ser, do Ter e do Não Ter
Mais um passo
Menos um passo
Cada avanço significa um desafio a menos
Os pensamentos se perdem nos sonhos que estão por vir
No mundo que será como se quer e não como se tem
Nos problemas que não mais existirão
No cantar dos Querubins
Eis que o olhar se perde do caminho
E a vista se fecha ao destino
Sem perceber
Cada passo
Mais um passo
Menos um espaço
As velas começam a se unir cada vez que se realiza um movimento
O calor nem tão reconfortante
Parece agora ferir os tornozelos
Mas falta pouco
Está tão perto
Mais poucos obstáculos à frente
Basta seguir o caminho
O mesmo caminho
As chamas agora batem como chicotes
Mais um passo
Mais um açoite
As velas se fecham
E formam fogo
O santuário toma o tom vermelho e negro
Que reflete sobre o leito desejado
Sombras
Dividem agora o mesmo espaço
Que tecidos brancos e claros
Como quem brinca de pique-pega e esconde-esconde
Escondem os sonhos
O descanso
A paz
A alma
Sombras
Vento
Luz
Mais um passo
Só mais alguns passos
Até que tudo esteja perdido
Enquanto anjos e demônios parecem nem mais observar
Sua meta
Seu recanto
Seu desejo
E entre cantos, ventos, sombras e fascinação
O recanto sagrado parece dominado
Por anjos que levam meus sonhos em suas asas
E demônios que carregam meus temores em suas flautas
Enquanto me perco
Do caminho
Da Paz, do Eu, do Ser, do Ter e do Não Ter
...
Fica pra próxima!
Pois é... Não foi desta vez... Fazer o q, neh? Nossos talentosos representantes não entenderam a tempo que não estávamos treinando e deu no que deu. Minha maior decepção, para ser sincera, foi a falta de luta. Não tinha a pretensão de ganhar, mas esperava, sinceramente, uma prorrogação seguida de pênaltis... Aquele típico jogo em que se perde, sim, mas com emoção! Luta-se até o final.
Enfim... Vida que volta ao normal, menos motivos para beber, menos motivos para gastar. E como há de se olhar sempre o bom das coisas: não devo mais ir à falência toda semana! :D
---
Sobre o Blog... To sem nenhuma inspiração! Vida totalmente pacata e monótona que não dá lugar a pensamentos e protestos diferentes. Cada inspiração que surge mingua com mesma velocidade, pois num passado bem próximo já há protestos semelhantes. To pensando em pegar um tema aleatório e escrever qualquer coisa para ver se o "toque" reaparece. Como quando escrevíamos na escola para a professora de redação... Bom, sendo assim... Vejo vcs por ahe!
A pedidos da Pietra e em homenagem ao único gol da partida de hoje:
Que quê isso, hein?!?! Passei mal! :D
PS: Acessem o link, meninas. Vale a pena! :D
Mendigo Moral
Observar a destruição de um ser humano não é fácil. Os sentimentos de ódio e pena oscilam em tamanha velocidade que no final das contas você só reza para que isso acabe o quanto antes.
Não gosto de dizer que nunca farei certa coisa principalmente porque gosto de bebidas alcoólicas o suficiente para me preocupar com meu futuro, mas não é possível que um ser não perceba seu declínio iminente. Não é normal se alcoolizar todo sagrado dia até que suas pernas falhem e seu corpo apresente sérios hematomas e feridas das conseqüentes quedas. Não é normal se embebedar a ponto de vomitar rios todo santo dia. Não é normal ver seus parentes próximos trancados em seus quartos durante as 12 horas que passam acordados como animais em zoológicos apenas para não presenciar cenas lastimáveis. Não é normal ter parentes que não movem um músculo cada vez que percebem sua queda.
E numa destas, pode ocorrer a queda fatal. A que leva aos 7 palmos terminais ou a um estado vegetativo numa cama de hospital.
Macabro o que vou dizer, mas as coisas andam de certo modo que os 7 palmos seriam uma das mais suaves opções. Mais decadente ainda é o destino que se aproxima se o ritmo for mantido; Já temos um "mendigo moral" perambulando pela casa. Se tudo continuar assim, um dia teremos um representante da família perdido pelas ruas cruéis deste mundo vagando sem rumo atrás de qualquer garrafa de cachaça.
Cruel, eu sei. Mas não estou rogando mal a ninguém, apenas prevendo um acontecimento baseada em fatos reais. E se é isso que ele procura, é isso que terá. Meu carma está sendo pago desde meus 12 anos de idade. Sentirei pena e profunda tristeza, mas meu sofrimento terá acabado como num triste velório de um ente querido.